sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Estradas



Em cada estrada no caminho busquei a tangente.
Do verde ao cinza, do branco ao azul, nem sempre vi as cores do que estava à frente.
Eu vi no asfalto o tempo, na mata a vida, no céu a luz e em cada nuvem a direção, norte-sul. Se cada linha na estrada guiasse meu caminho, no tempo eu não estaria sedento, sozinho.
Deixei nuvens me guiarem, na direção que apontarem, na beleza em que se formam.
Transitei, segui, retornei. Nem no tempo percebi o que aprendi, nem no que me tornei, aonde cheguei.
Reaprendi, sem perceber recomecei, na direção de uma nova nuvem reescrevi o que vivi.
Das estradas que eu vi, isso eu senti, não houve traço sem defeito nem placas sem retorno. 
Todo começo tem um fim e todo fim um recomeço.


Foto: Mariana Rocha


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