segunda-feira, 29 de julho de 2013

Contrastes









Você já procurou desenhos nas nuvens? Quem não, certo?

Mas em algum momento parou para procurar desenhos na vida? Na sua mente, seu corpo, no que é químico e no que é espírito? É uma busca incrível. E no fim das contas os mesmos desenhos que vemos nas nuvens são os que vemos em todos esses outros focos de inspiração. O desenho não está no que vemos, mas sim dentro de nós. A natureza é da maneira que queremos ver. A beleza do astro maior se confunde com a de seu representante noturno. A luz e a escuridão são tão iguais que parecem ser o mesmo. Um mar sem ondas pode ser um mar cruel, assim como sua cor pode ser verde e azul, há quem diga transparente e marrom, sua beleza está nos olhos de quem vê. Calmo ou feroz, o mar inspira gente mesmo que a gente o tema.

Assim como o mar, o céu preenche de cor a nossa terra escura. Azul, vermelho, rosa, amarelo, negro. Dia e noite, é dele que surge toda vida e inspiração. A cada nova cor, uma nova esperança, um novo pedido e um novo caminho. Independente de o azul ser verde, assim como a cor dos olhos que nunca podemos decifrar, os mesmos olhos que não sabem o que é cor e o que é luz.
As montanhas são unânimes. Ninguém duvida da imagem do verde, do verde que as cobrem e as formam. Porém, existem diversas visões. Há quem diga que montanhas são belos planos de fundo de lindas imagens. Há quem diga que possuem o mais puro ar e o mais verde dos verdes. Há quem ame explorá-las, há quem ache nelas a paz. Assim como há quem as use apenas como um refúgio para dias incolores, há quem as cultive como parte da vida.
E o homem é apenas um detalhe de uma obra prima. A presença do céu, do mar e dos eternos planos de fundo, ofuscam a presença humana que quase nem lembramos de sua existência ao vislumbrar tudo que essas maravilhas podem oferecer. Mas há quem diga que são belos pequenos detalhes e que sem eles não há paisagem completa. Há vida sem aquele que veja a vida da melhor maneira? Há quem diga, há quem nem pense e há aquele que simplesmente não se importa.

E tudo isso depende dos olhos de quem vê. O que os seus olhos veem?