sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Efeito Sanfona








Ela abre e fecha. E num eterno sobe e desce, enche e esvazia a cada dia.
Há tons e semitons, tristeza e alegria. Tons do branco que clareia, tons do negro que é revelia.
Há tons maiores que preenchem. Há os menores que tampouco se sente. E os diminutos, ah, os diminutos são minoria.
Cada nota traz alento, movimento, esperança. É magia.
Aprender é crescer, para crescer há de errar, para errar há de tentar. E tentar nunca é demais. Mas perfeição é utopia.

Cada movimento exige sincronia. E a arte é aceitar o ciclo. O ciclo que não sacia.
Entender que é preciso calma pra compor uma bela melodia, sem esquecer que está ‘preso’ em um infinito campo de harmonia.
É um instrumento. Mas poderia ser uma vida em sinfonia.


Foto de Mariana Rocha

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