Nas areias que refletem a cor do sol a passada que todas as dores fazem lembrar.
A onda que quebra num mar azul.
Até o píer parece alguém.
Um ser tão pequeno.
De longe a apreciar o mar.
Ah o mar, aquele que faz lembrar que o píer está lá, a esperar.
O fim certo dará. Mas por que no fim? O certo não pode começar?
Na esperança de o fim chegar, nada se vê no caminho. Nem ondas, nem nuvens, nem luzes do céu.
De tanto o píer mirar, os olhos esquecem do mar.
E no mar, doce mar, está a vida que se deseja levar.
Foto de Mariana Rocha

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